Às 12h30 do dia 4 de fevereiro de 2011, os chineses vão comemorar a chegada do Ano do Coelho. Do ponto de vista energético, o mundo terá paz e prosperidade. Será a época das colheitas para quem plantou e se esforçou em 2010, período marcado pela figura do Tigre. O ano do tigre não foi dos mais fáceis, mas eu não gosto do sabor das coisas que são fáceis demais; parece areia a fugir por entre os vãos dos dedos…
Mas esse ano (2011) tende a ser mais calmo e acho que precisávamos de algo assim depois de tantos transtornos. Será que o humano consegue se encontrar no meio de tanta fumaça e tanto barulho? Torço para que isso aconteça…
Também torço para que a Dilma não seja uma cobra criada pelo populista que entregou em suas mãos a faixa presidencial. Sei lá, quero acreditar que a primeira mulher a governar esse país não será apenas um fantoche. Embora parte de mim diz “você já está grandinha para acreditar em papai Noel”. Tudo bem, porque eu nunca acreditei no bom velhinho e sempre o achei muito parecido com o Rei do Carvalho (mitologia céltica)…
Enfim, de acordo com a filosofia chinesa (que eu adoro) nós vamos fazer uma pausa nos transtornos humanos e vamos curtir os louros. Mas isso é apenas para aqueles que não cruzaram os braços em 2010. Se você ficou lá, sentado, esperando a brisa, meu caro, não quero estar ao seu lado, afinal, o ditado vem de longe “quem planta colhe” e para plantar dá trabalho: é preciso escolher a terra, prepará-la, adubá-la, escolher as melhores sementes, semear, cuidar das ervas daninhas, dos gafanhotos e por aí vai. Ou seja, todo esse trabalho apenas para garantir que um dia você irá colher alguma coisa.
Mas se você faz parte do grupo que arregaçou as mangas e pôs a mão na massa, saiba que esse ano promete e muito. Cure suas feridas, deixe o passado cuidar de suas lembranças mais distantes e não fique remoendo coisas antigas: dê uma trégua para suas batalhas pessoais. Não desperdice munição.
Vem ai a fase das harmonias, é claro que se a gente não contribuir não vamos a lugar algum, então faça um favor a si mesmo e não veja tempestades onde só há uma garoa. Vamos experimentar olhar as coisas por outro prisma. As vezes mudar um vaso de lugar ajuda a ver as belezas e as imperfeições também. E imperfeições são sempre bem vindas porque é sinal de que temos muito por aprender.
Esse é o momento de prestar atenção ao que se passa à nossa volta.![]()
“A lenda do Coelho”
Existem muitas lendas chinesas em acerca do Coelho ou Lebre que também é chamada de O coelho de Jade.
A lenda conta que a lebre era um bicho muito humano que se dedicava a ajudar a todos, sem distinção. Como era muito rápida, era sempre a primeira a chegar para ajudar prontamente um amigo, fosse ele um pássaro ou um animal feroz. Certo dia, seus atos de bondades chegaram aos ouvidos de Buda que quis conferir de perto todos esses feitos e para isso deitou-se a sombra de uma árvore e adormeceu. Sua condição de evolução permitia que durante o sono ele se transformasse em outros seres e ao acordar ainda tinha as vestimentas que usava nos sonhos. E assim sendo, ele se tornou Brâmane, um sacerdote mendigo e descalço. Ele caminhava com dificuldades e implorava por ajuda. Não demorou para que muitos animais aparecessem para tentar ajudá-lo e no desespero cada um trouxe algo de comer: peixe, frutos e uma cobra. Diante de Brâmane acenderam o fogo, mas o sacerdote recusou-se a comer.
Foi então que surgiu a Lebre, atraída pela fumaça do fogo e disposta a apagá-lo, uma vez que o elemento havia sido despertado e poderia causar muitos estragos. Mas tão logo soube o que estava a acontecer, ela dirigiu-se ao sacerdote sentenciando que em sua condição era preciso carne de caça fresca, ou seja: uma lebre. E sem ter a menor dúvida quanto ao que fazer, ela caminhou em direção ao fogo, mas então lembrou-se dos parasitas que viviam em seu pelo. Ela não poderia sacrificá-los, então parou e catou-se para só então lançar-se as chamas como se fosse um lago de águas claras. Todos os animais e Brâmane apreciavam tal ato de forma espantosa, afinal, era um ato puro de bondade.
Foi então que Buda despertou de sua prostração exclamando “Que tudo torne ao que era: o fogo ao tronco seco e a bondade ao corpo do vivo”. O fogo se aplacou e a Lebre voltou a vida e os animais festejaram a vida da pequenina a quem Buda concedeu o panteão lunar.
A lenda diz ainda que se olharmos para a Lua Cheia na primeira noite veremos a fumaça da Lebre que ficou desenhada na lua quando o animal de atirou ao fogo.
Eu nem preciso dizer que eu simplesmente adoro essas lendas que tornam as nossas vidas muito mais apetitosas e saudáveis. O homem sem lendas e mitos é apenas homem sem atrativo algum…
Bacio
Lunna querida, estou em falta com seu blog! Estive viajando esses últimos dias, aos poucos vou retornando à blogosfera!
Que seja um ano sortudo para todos nós, não importa a crença!
Se o coelho diz, eu acredito! Ainda mais numa linguagem traduzida por Lunna Guedes!
Beijos pra você!
Bonita a lenda, mas que também seja rapido o reconhecimento daqueles que trabalho para o bem (e não fonte de sua ruina este reconhecimento).
Obrigado pelas palavras lá no blog (é que no trabalho dá problema e as vezes fico fora em época especias para o pessoal).
Fique com Deus, menina Lunna.
Um abraço.
Menina, seu sótão é maravilhoso!!! Amei tudo por aqui e voltarei mais vezes, com certeza! :)
Grande abraço e que 2011 lhe traga bons ventos e semeie lindas flores pelo seu caminho.
Que seja tranquilo, que seja de paz…
Que possamos nos encontrar muito mais no g-talk e ai em Sampa..rsrs…
Luuuuuuuuu, estou louca de saudade de vc…. rrsss…
Ei, passa lá no meu blog…. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Oi Lu, que o ano do coelho nos traga então, uma colheita mágica! Por que a lenda do coelho é o sentido de puro amor e entrega incondicional… Obrigada por contar a lenda – eu não a conhecia.
Beijos, querida.
Adorei o exto e claro a lenda…Conheço uma outra versão ( a sua é muito mais bonita e já a adotei !). Vou colá-la aqui pra não alimentar a curiosiade de ninguém :
Segundo a história budista, em um certo dia um velho senhor pediu comida para um macaco, uma lontra, um chacal e um coelho.O macaco colheu frutas e trouxe para o velho senhor, a lontra trouxe peixes e o chacal, um lagarto. No entanto o coelho não trouxe nada pois as ervas que costituem a sua alimentação não eram boas para os humanos. E então o coelho deciciu oferecer seu próprio corpo e se jogou no fogo. Porém o corpo do coelho não se queimou pois o senhor era uma divindade. E para as pessoas lembrarem do sacrifício do coelho, o homem desenhou a imagem do coelho na lua. Acredita-se que o coelho está na lua fazendo “mochi” (bolinho de arroz), pois o processo de fazer o “mochi” chama-se “mochitsuki” cuja pronúncia se assemelha a “mochizuki” que significa “lua cheia”.
Muitos bjs e bênçãos !
[...] A Lu escreveu um post muito interessante sobre o ano novo chinês e seu símbolo “ o coelho”. Clique aqui para ler… [...]