06

O Diário de uma solidão

Fazenda Monte Sião – Capítulo 01

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A ilusão não demorou a voltar a pele de Augustus. Embora tentasse manter sua lucidez, aos poucos a fraqueza se apoderava de sua derme. Suas mãos se agarravam a terra como se ao fazê-lo pudesse reter a realidade em suas veias; mas o toque aquecido daquela mão macia e perfumada junto ao seu ombro o arrastou para dentro daquela ilusão tão desejada por ele.

Augustus já não era mais capaz de discernir realidades. Num movimento rápido de seu corpo, ele se uniu ao olhar dela, alcançando-a e colhendo seu toque uma vez mais. Suas mãos se reencontraram e ele pôs-se a beijá-la.

_ Andiamo voltare pra casa amore mio.

Não era fácil acreditar no que seus olhos viam. Ele relutava. Rompia com as imagens, cerrava os punhos numa retidão custosa. O pranto fugia por seu rosto

_ Ma me escuta: as nostras bambinas estão esperando por você em nostra casa. Você precisa vorta pra cuidar delas como me prometeu.
_ Ma io non consigo. Eu não posso fazer isso sem você. Ma vamo vorta junto pra casa.

Ele fechou os olhos tão logo as mãos dela aterrissaram em seu rosto para aquele carinho de mãos que ela gostava de entregar a ele desde que se conheceram; mas logo ele percebeu novamente sua realidade e a solidão que se compunha a sua volta. Meia dúzia de passos o levaram para baixo de uma árvore. Seu corpo deixou todo o peso se acomodar junto aquele tronco e silenciosamente ele passou a indagar sobre aquela promessa: ele era apenas o homem para quem elas corriam para abraçar no final da tarde quando ele estava de volta da lida; era o homem que vez ou outra as colocava na cama e lia histórias tolas até dormirem; era o homem que deixava beijos pela manhã antes de sair e sentia-se feliz por vê-las tranqüilas em suas camas em meio aquele sono lúcido e profundo. Mas todo o trabalho de educá-las sempre ficou para Antonia que vivia para elas; era atenciosa, carinhosa; mas sabia ralhar quando havia certos exageros. Ela dizia que Pérola era sensível, quieta e observadora; enquanto a mais velha: Paola era arredia, apressada e barulhenta. Sempre que falava das filhas, exaltando suas qualidades ela sorria e buscava reconhecer os traços deles dois nas pequenas. Antônia achava Pérola mais parece com o marido, enquanto Paola se parecia com ela e isso a fazia dizer “é preciso impor limites a essa menina desde já ou teremos sérios problemas nhá Maria” – mas o sorriso não desaparecia nem mesmo quando as preocupações se faziam perceber.

>> continua…

05

O Diário de uma solidão

Fazenda Monte Sião – Capítulo 01

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A paisagem inteira daquele lugar se comprimia sobre Augustus que permanecia ali junto ao chão, em seu estado de abandono, sem forças para levantar-se, com as mãos sujas de terra, o corpo molhado e ele totalmente indiferente ao frio que aos poucos se ocupava daquela derme castigada pela obrigação de continuar a existir.

“Non me lasciarmi, per favore, Antônia; vorta pro tuo amoré, vita mia”. – gritava aos céus, e se não fosse à forte chuva, e seus trovões ensurdecedores, alguém, de certo, teria ouvido…

A promessa feita a Antônia repentinamente se impôs como única lembrança em sua mente. Ele podia ouvir aquela voz fraca, frágil se repetindo junto aos seus ouvidos ao mesmo tempo em que sentia aquela mão fragilizada, já sem forças junto as suas, retendo seus movimentos, obrigando-o a ouvi-la. Ele queria que ela não se cansasse, mas ela só tinha um pensamento naquele instante. Era o seu último esforço. Ele insistiu para que descansasse; que deixasse as palavras para depois, mas ela queria ser ouvida… Queria colher junto a ele promessa de que iria se dedicar as meninas depois que ela se fosse. Ele se recusava; consentir era o mesmo que aceitar sua partida e isso ele não podia fazer, mas não houve outro meio.

Ela seguiu insistindo, usando o pouco de forças que ainda lhe restava. De seus lábios secos e já sem cor brotavam aquelas palavras parcas “ma me promete que vai cuidar delas amore mio, per favore, io non vou ter paz se não ouvir de ti a promessa de que irá cuidar das nostras bambinas. Io quero ouvir a tua promessa!” – e ele assentiu, prometendo o que não sabia de fato, naquele momento, se seria capaz de cumprir.

Depois de colher a promessa feita, Antônia finalmente descansou. A mão cedeu e Augustus colheu aquele último sorriso lúcido de seus lábios que recebeu um último beijo, permanecendo ali junto a pele já sem vida de sua amada que recebia aquele carinho de movimentos curtos e a súplica que se perdia junto aquele corpo que exibia uma calma inabalável como se estivesse apenas repousando para despertar tempos depois. A confusão de Augustus teve início, ele pediu para que todos saíssem para que ela pudesse descansar, parecia incapaz de compreender a morte de sua esposa, se recusando a dar ouvidos as palavras do médico que lamentava o ocorrido.

_ Eu sinto muito senhor Augustus…
_ Ela só está dormindo doutor e nós vamos deixá-la descansar. É do que ela precisa agora, não é?

O médico respirou fundo, recuou um ou dois passos, baixou a cabeça e concordou; acompanhando-o até a sala onde um café forte foi servido junto com as lágrimas da empregada que havia aprendido o valor de uma amizade através daquela mulher que ela chamava de don´Antônia, assim como todas as mulheres da fazenda o faziam.

Levou algum tempo para que Augustus aceitasse aquele desfecho e autorizasse os últimos cuidados para com a esposa que teve os cabelos penteados, a pele banhada em essência e vestida com sua melhor roupa. Junto ao pescoço a medalhinha de nossa senhora que ela havia ganhado no dia de seu casamento e nas mãos o rosário que havia sido um presente de sua mãe.

>> continua 

Lua Nova

É durante o dia que ele aparece, no dia mais branco. Pássaro.
Bate as asas, voa. Bate as asas, apaga-se.
Bate as asas, ressurge. (…)
Henri Michaux

planetamiguel

É lua das novidades, dos inicios, do despertar, do  lado de fora, da renovação. O passo a frente. As portas abertas, as janelas e suas cortinas ao vento, os portões e suas filosofias de ruas para andar. As calçadas e sua paisagem de logo depois…

Hoje começa a lua nova, não quer dizer que você precisa iniciar um novo projeto, abandonar as coisas que estava fazendo. Quer dizer que em algum momento, você precisa fazer uma pausa, respirar fundo e perceber que existem vários mundos em você e um deles é o que está do lado de fora… Na lua negra é o mundo de dentro que te chama, agora é o mundo de fora. As coisas que lá estão se aconchegam em você. O despertar é inevitável, é como se você estivesse dormindo numa cama aquecida pelo seu corpo em meio a finos lençóis e a brisa fria das manhãs te acordasse. Os movimentos se apresentam ao seu corpo que se espreguiça pelos cantos da cama onde está aquele fino lençol que lhe basta. Mas o relógio no criado mudo sussurra as horas e você percebe que seus pés imploram por calçadas. É a lua nova te mandando ir lá pra fora…

Meu ritual de lua nova: manhã por despertar, primeiras horas, água fria no rosto, chá de de gengibre e hortelã. Livro de poesias, carinho no cão, diálogos com a jabuticabeira, palavras na folha, passos pelo bairro, olhar atento, folhas que caem, flores colorindo casas, praças e caminhos… Degraus, páginas em branco, incenso, salada de frutas, movimentos para o corpo, a mente e uma vela azul porque azul é a cor do céu que me orienta e brancas são suas nuvens e meus pensamentos nessa manhã…

04

O Diário de uma solidão

Fazenda Monte Sião – Capítulo 01

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O corpo de Augustus permanecia imóvel junto aquela cadeira. Suas roupas agora estavam ensopadas. Seus olhos gotejavam a água da chuva que parecia emprestar a ele as lágrimas que já lhe faltavam; enquanto as lembranças se multiplicavam em sua mente, em sua pele, em suas feições…

Ele podia sentir o toque suave daqueles lábios que tantas vezes ele beijou; sentia junto as suas mãos úmidas e frias o calor e a textura daquela pele que tantas vezes ele despia. Tudo agora eram apenas lembranças se ecoando em seu âmago e a realidade era aquele amontoado de terra a esconder de seus olhos a figura pálida na qual sua bela Antônia havia se transformado nos últimos dias. Ele nem mesmo havia percebido sua doença. Não conseguia entender porque ela havia preferido sofrer em silêncio e se culpava por sua distração.

Tomado por uma forte insensatez, os olhos de Augustus viram uma ilusão colorida que o fez sorrir. Era ela e sua voz de seda… Ele suspendeu a mão, levando-a de encontro aquele rosto delicado que estava ali a sua frente; mas não foi possível alcançá-la. A ilusão se desfez, restando novamente apenas o vazio que fez com que ele mergulhasse o rosto em suas mãos, se rendendo uma vez ao desespero.

_ Ma, me perdoa Antônia. – gritava ele, enquanto seu corpo fragilizado pela dor que seu intimo embalava ia ao chão, ajoelhando-se como se entoasse uma reza, uma súplica, um lamento. Augustus confessava-se culpado e esperava uma punição pelos seus gestos egoístas; estava disposto a dar sua vida pela dela; estava disposto a qualquer coisa, mas era tarde demais, não havia que ele pudesse fazer.

E ali, em meio aquele pranto solitário, remoendo as terras do chão com as próprias mãos, ele implorava o perdão que ele não era capaz de dar a si mesmo.

 

>> continua…

Eu sempre esqueço…

…mas não quer dizer que não me importo!

Eu já reclamei da correria, mas não adianta, é sempre assim quando alguém me determina prazos. Não tem jeito. Agosto está chegando: duas oficinas (cursos) programados. O lançamento do diário das estações e uma série de coisas em minha mente.

Ai vou olhar minhas anotações e percebo que estou em falta com amigos que foram gentis em  me presentear. Então vamos lá, ganhei dois (que eu me lembre e minhas anotações também).

imageEsse foi dado ao sótão pela Lizete que é essa figura mágica que apareceu por aqui vinda de outras paisagens. Ela é uma figura deliciosa e repleta de cores. Ah! O selinho tem regras básicas que são:

1. Agradecer quem enviou – 2. Escrever um post sobre ele – 3. Entregar o selo a 12 Blogs – 4. Mencionar no post os Blogs indicados e 5. Avisar os Blogs sobre a indicação…

Vamos aos indicados: Borboleta nos Olhos, Atalhos Urbanos, Entre Marés, When she danced, Felicidade Clandestina, Anjo Azul, Letras e Tempestades, Pé de Meia, 2 e 2 são 5, Atitude do Pensar, Cafofo on line, e Se eu flor de morango

imageE esse foi presente da caríssima Maggie May, essa figura que me lembra versos de Emily e cores de Janis Joplin. Combinação curiosa, não acham? Ah! O selinho também tem regras: postar uma imagem acompanhada de um texto de cinco ou seis linhas com o qual você se identifica profundamente e que revelem o que é magia e encantamento em sua vida. O texto pode ser de outra pessoa, desde que seja algo expressivo para você e repassar o selo pra 06 (seis) outros blogs mágicos e encantadores.

sunriseImagem. Lanterna de Gênova como é chamado o farol
que serve de luz no fim do túnel para as embarcações que chegam ao porto…

E a frase?

Trago na pele um rastro de tempestades!
Dilúvios de sensações incertas,
…inundam-me por dentro e por fora! (…)

E os blogs indicados são: Como as cerejeiras da minha janela, Contos de Lily, Borboleta nos Olhos, Entre Marés, Rasuras, e Atitude do Pensar.

03

O Diário de uma solidão

Fazenda Monte Sião – Capítulo 01

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Em poucos segundos o azul do céu se recolheu, um forte vento agitou as folhas mais altas das árvores para logo em seguida perturbar vestidos, casacos e chapéus. Seria uma resposta? Indagava-se ele em seu canto miserável…

As meninas foram levadas por Nhá Maria, empregada da casa grande, que antes tentou arrancar Augustus de sua cadeira, mas ele era pesado demais para que pudesse ser obrigado a qualquer movimento que não fosse desejado por ele. Desistiu. Abandonando-o ali para ocupar-se das meninas; pondo-se a correr, arrastando-as até a casa grande…

O véu da tarde rasgou-se ao meio, fez-se noite antes da hora em meio aquela cortina negra de nuvens que fez chover por toda a região. O silêncio até então intenso cedeu lugar aos trovões e aos relâmpagos que cortavam o céu de um lado ao outro em frações de segundos. O tormento agora não estava mais restrito aquele homem. Fazia tanto barulho que a caçula tapava os ouvidos com as mãos, encolhendo-se junto às pernas de Nhá Maria que tentava tranqüilizá-la “já vai passar bambina, já vai passar” – dizia ela, enquanto olhava para a janela e embalava sua preocupação em meio a seguidos suspiros profundos. Augustus não voltava pra casa.


>> continua…

 

03

O Diário de uma solidão

Fazenda Monte Sião – Capítulo 01

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Em poucos segundos o azul do céu se recolheu, um forte vento agitou as folhas mais altas das árvores para logo em seguida perturbar vestidos, casacos e chapéus. Seria uma resposta? Indagava-se ele em seu canto miserável…

As meninas foram levadas por Nhá Maria, empregada da casa grande, que antes tentou arrancar Augustus de sua cadeira, mas ele era pesado demais para que pudesse ser obrigado a qualquer movimento que não fosse desejado por ele. Desistiu. Abandonando-o ali para ocupar-se das meninas; pondo-se a correr, arrastando-as até a casa grande…

O véu da tarde rasgou-se ao meio, fez-se noite antes da hora em meio aquela cortina negra de nuvens que fez chover por toda a região. O silêncio até então intenso cedeu lugar aos trovões e aos relâmpagos que cortavam o céu de um lado ao outro em frações de segundos. O tormento agora não estava mais restrito aquele homem. Fazia tanto barulho que a caçula tapava os ouvidos com as mãos, encolhendo-se junto às pernas de Nhá Maria que tentava tranqüilizá-la “já vai passar bambina, já vai passar” – dizia ela, enquanto olhava para a janela e embalava sua preocupação em meio a seguidos suspiros profundos. Augustus não voltava pra casa.


>> continua…

 

02

Para ler o capítulo anterior, clique aqui…

O Diário de uma solidão

Fazenda Monte Sião – Capítulo 01

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A pele de Augustus nutria inúmeros tormentos enquanto sua mente alimentava a culpa por aquele desfecho; as mãos pareciam envergonhadas, retidas junto ao corpo, enquanto os olhos vasculhavam os arredores em busca de perdão pelos erros cometidos. O momento era de lamento. Ele rejeitava sua própria teimosia, pensava em como tudo seria diferente se ele não tivesse suas ambições. O sonho realizado expunha finalmente seu preço; os dissabores eram muitos e as forças quase nenhuma.

As pessoas aos poucos se afastavam; já não havia mais o que fazer ali. Alguns ainda tentavam ser gentis antes de voltar para suas vidas; diziam entender a dor que Augustus sentia. Outros davam de ombros ao se lembrar das próprias perdas, superadas há tempos; para estes a cura estava no dia seguinte, afinal, a vida continuava para os que haviam ficado.

Os olhos de Augustus ignoravam tudo que era paisagem, mergulhando no mais alto céu em busca de uma resposta capaz de levar alívio ao seu coração. Queria uma justificativa para aquela perda que não lhe parecia justa. Implorava secretamente uma explicação, pois para ele tudo estava fora de lugar. Seu pensamento subiu aos céus sem que ninguém percebesse; aquele era um diálogo sem testemunhas entre ele e seu Deus de quem sempre se lembrou; nos bons e maus momentos, então era justo exigir dele uma resposta. Uma espécie de grito irrompeu seu íntimo, rasgando-o ao meio “não é justo signore. Ma perche a tirastes de mim? Ma que foi que fiz eu pra ti? Eu não fui egoísta, ma io só queria um pedaço de chão pra criar uns boizinhos e cuidá da minha famiglia. Ma che de errado tem nisto? Diga-me. Io te peço”.

Nenhuma palavra de conforto o alcançou, nenhuma resposta; ele se sentia desolado, sozinho, abandonado junto as lembranças de uma vida que já não tinha mais sentido algum pra ele.

>> continua…

02

O Diário de uma solidão

Fazenda Monte Sião – Capítulo 01

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A pele de Augustus nutria inúmeros tormentos enquanto sua mente alimentava a culpa por aquele desfecho; as mãos pareciam envergonhadas, retidas junto ao corpo, enquanto os olhos vasculhavam os arredores em busca de perdão pelos erros cometidos. O momento era de lamento. Ele rejeitava sua própria teimosia, pensava em como tudo seria diferente se ele não tivesse suas ambições. O sonho realizado expunha finalmente seu preço; os dissabores eram muitos e as forças quase nenhuma.

As pessoas aos poucos se afastavam; já não havia mais o que fazer ali. Alguns ainda tentavam ser gentis antes de voltar para suas vidas; dizendo entender a dor que Augustus sentia. Outros davam de ombros ao se lembrar das próprias perdas, superadas há tempos. Para estes a cura estava no dia seguinte, afinal, a vida continuava para os que haviam ficado.

Os olhos de Augustus ignoravam tudo que era paisagem, mergulhando no mais alto céu em busca de uma resposta capaz de levar alívio ao seu coração. Queria uma justificativa para aquela perda que não lhe parecia justa. Implorava secretamente uma explicação, pois para ele tudo estava fora de lugar. Seu pensamento subiu aos céus sem que ninguém percebesse; aquele era um diálogo sem testemunhas entre ele e seu Deus de quem sempre se lembrou; nos bons e maus momentos, então era justo exigir dele uma resposta. Uma espécie de grito irrompeu seu íntimo, rasgando-o ao meio “não é justo signore. Ma perche a tirastes de mim? Ma que foi que fiz eu pra ti? Eu não fui egoísta, ma io só queria um pedaço de chão pra criar uns boizinhos e cuidá da minha famiglia. Ma che de errado tem nisto? Diga-me. Io te peço”.

Nenhuma palavra de conforto o alcançou, nenhuma resposta; ele se sentia desolado, sozinho, abandonado junto às lembranças de uma vida que já não tinha mais sentido algum pra ele.

>> continua…