“O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço”. …

Sim, é isso mesmo: estou cansada!
Resolvi fazer uma faxina por aqui… (pleonasmo) Comecei limpando a lista de links desse blog. Havia diversos caminhos ali que já não me levavam a lugar algum e havia alguns caminhos que meus passos não desejavam… Logo. Não existem mais… É claro que estão por aí, mas não aqui…
Ando de paciência curta com certos blogs e seus dizeres. Alguns causam-me fadiga e como já passei do tempo de me obrigar a leituras desnecessárias, comecei a fazer a faxina. O reader já foi esvaziado dias antes. Agora chegou a vez do sótão.
Pra ser sincera, eu tive vontade mesmo de tirar a lista de link dali, mas por enquanto permanece. Pelo menos até amanhã…
É complicado. Sempre que minhas leituras se intensificam, me torno mais exigente com os conteúdos e não tolero certas coisas. Virginia Woolf segue comigo, assim como Jane Austen, Álvaro de Campos, Lya Luft, Emily Dickinson, Jack Kerouac e alguns autores recém chegados a minha mesa. Cartas estão sendo escritas. Receitas aprimoradas. Páginas estão perdendo o seu branco e ganhando o colorido das palavras… E quando olho para a tela do computador, certos blogues parecem uma extensão inválida das redes sociais e suas besteiras. Já notou como a linguagem na rede social é desrespeitada? O twitter te obriga aos seus 140 caracteres e parece que as pessoas se limitam ou já eram limitadas. Não sei…
Enfim, é cansaço. Eu acho. Daqui a pouco passa…
Mas a faxina continua!

(…) A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas
Essas e o que faz falta nelas eternamente
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
(…) Fernando Pessoa