Lunna Guedes

Lunna Guedes


“Eu acho que fiz muito bem,
considerando que eu comecei
com o nada
e mais um monte de papel em branco”.
Steve Martin

 

lunnaguedes – vive com um punhado de tempo “passado” na pele e qualquer coisa de tempo “futuro” na cabeça. acostumou-se a viver sem mapas… e, a se mudar de cá para lá.

mulher. sagitariana. blogueira. se diz italiana as segundas. paulistana as terças. sem lar ou país as quartas e, nos demais dias da semana, se diz outra que não ela, que não ninguém…

Tem um boxer chamado Patrick. um namorado a quem, por força da língua, chama de: “amore mio” e um punhado de pessoas, que coleciona, como se fossem figurinhas e ela um álbum incompleto.

não gosta de fazer compras. detesta dias de sol e por consequência, ama dias de chuva. teve vários outros nomes, mas como não suporta rótulos, foi ao longo dos dias, inventando superfícies. já foi Raissa, Alexandra, Deborah, Catarina… mas volta sempre a ser lunna das noites inteiras! E passadas as seis horas – quando não invertem o horário e mandam tudo para mais tarde – ela faz uma pausa: fecha os olhos e reza sua prece; um poema de Eliot, Borges ou Campos…

ela não dá a mínima para o tempo, mas dentro de si existe esse carrilhão a badalar sua história… ali, tudo acontece primeiro e, só então ela se senta diante da tela, no canto do mundo, entre esquinas, para escrever em linha reta!

ela se apaixona com frequência… por pessoas, coisas, lugares. adora cadernos. só escreve a lápis. coleciona envelopes. ainda escreve em diários e envia cartas pelo correio…

em seu mundo, a realidade é algo vago, disperso, quase inexistente. ela prefere as nuvens. as gaivotas e, seus sons a esnobar o outro, que vive com os pés no chão, que é esse lugar que ela nunca soube de fato… o imaginário é seu norte. delirar é seu verbo favorito – intransitivo direito – sua religião é a palavra. seu deus Álvaro de Campos. sua deusa Jane Austen e a poesia é seu passo por calçadas irregulares da velha metrópole que habita.

São Paulo é um caso a parte. um capítulo inteiro. sua metade mais cara. pedaço de nada. território amigo, canto de mundo que ela tatuou na própria carne. Uma espécie de segunda pele a quem faz suas preces como se fosse sempre domingo pela manhã…

no ano passado escreveu lua de papel – lançado há pouco – e, desde setembro se prepara para escrever vermelho por dentro.

nas horas vagas, fecha os olhos e escreve notas mentais, coisas para o dia seguinte que são assinadas por Catarina, aquela que voltou a escrever…

Atualmente escreve em Catarina voltou a escrever… 

4 comentários sobre “Lunna Guedes

  1. Você e seus escritos, estou cá a ler e ler e ler. E sempre encontro um triunfo novo. Uma virgula a que ficou devendo atenção da minha parte. Sou suspeita, já sei. Mas sou obrigada a dizer-te. Adorei, está bem melhor que a página anterior, está tem a sua cara. Beijinhos. Eu estou com saudades do novo papo na Casa Fernando Pessoa. Quando virás a cá?

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