Lunna Guedes

Lunna Guedes

”colecionadora de palavras”

Lu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na vida – nasci em Gênova, (Itália) num dia de novembro, em meio ao outono… Mudei para São Paulo no meio de minha vida, num dia qualquer de agosto… disseram-me que era inverno, mas o asfalto quente e a atmosfera seca lembravam o verão… Um pouco mais adiante, bem provável que tenha sido num dia qualquer de maio, me tornei uma “colecionadora de palavras” – não há lembranças em mim acerca da estação…. mas O calendário local dirá que era outono, mas a alma exibia tempestades de janeiro, em pleno verão…


No papel
– pouco me atenho as publicações e, não me sinto pronta para um argumento definitivo. Em estado de espanto é minha condição no momento…

Talvez por isso tenha escolhido o formato artesanal que combina com essa metamorfose que sou… Minha estreia aconteceu com “Reticências” (2010) que celebra minha escrita experimental, um olhar para dentro… A primeira edição contou com 30 exemplares, entregues a olhos curiosos.

A seguir veio “Diálogo Noturno” (2011) – um passo para dentro do precipício e, por fim “Escrevendo Pretéritos” (2012) que considero ser – ainda hoje – o meu melhor ensaio. Encerrando a série experimental “diário das 4 estações” o delicioso “desenhando sombras no que resta da noite” que veio celebrar essa fase de olhar para fora…


Na Web
– minhas primeiras letras começaram quando comecei a desenhar palavras no blogue intitulado por mim de “menina no sótão“, que hoje é parte integrante do zine “menina no sótão – escritos a lápis na primeira pessoa do singular” publicado em formato artesanal em meados de 2012…

Uma espécie de ensaio para os dias seguintes. O ponto de partida da minha escrita… depois escrevi, por algum tempo no “caderno vermelho” – porque vermelho é o sentir, a emoção, o existir e as palavras que deixo no avesso da folha e a cor da capa do caderno onde eu comecei a inventar figuras humanas na terceira pessoa do singular… Depois veio o “Acqua”, o “Tons de Vermelho” porque como boa sagitariana que sou, vivo em constante metamorfose e, por fim veio existir “Catarina voltou a escrever”…


No imaginário
– o percurso feito por alamedas, ruas, a pés – leva essa menina que não gosta de gente, mas ama movimento a aguçar o sentido. O olhar é de longe o mais atento. Por que verdade seja dita. Ela ouve pouco. Escuta quase nada. Às vezes é preciso repetir certas frases duas ou três vezes. Até mais. Ela não é surda – nunca foi, mas parece ouvir apenas o que se prontifica a fazê-lo. E vê quase tudo. Não sei se o quase tem espaço aqui nesse texto. Sei apenas que nada escapa de seu par de olhos.

Ela se diz urbana. Gosta de calçadas. Muro de casas. Gosta da cidade. São Paulo (especificamente). Não tem pressa. Escreve diários. Lê muito (apenas o que gosta porque se não gosta, deixa de lado) – ela diz ter passado da idade de fazer o que não gosta. Aprendeu com os anos que as coisas desagradáveis tem um peso sobrenatural. E tudo isso fica sobre os ombros impedindo movimentos vários…

Ela diz que aprendeu a deixar a janela sempre aberta. Ponteiros parados. Pretéritos revisitados. Não perguntem a ela que dia é hoje. Perguntem que dia foi ontem. Terás uma resposta imediata. Prática. Caso contrário terás apenas um sorriso e o silencio de quem vive mais a vida escrita que a vivida…

E por ser assim é que ela cria/inventa histórias, personagens – vidas alheias que as vezes é a vida dela mesma…

 

“Eu acho que fiz muito bem, considerando que eu comecei com o nada e mais um monte de papel em branco”.

Steve Martin

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12 comentários sobre “Lunna Guedes

  1. Madalena disse:

    Lunna, você se define como uma árvore secular com raízes no passado e as novas florações tocando as nuvens do céu, ansiando por desvendar o futuro nos brotinhos verdes deste presente, que me encanta a cada novo dia por tê-la conhecido um dia no Leia Livro. Obrigada. Beijos.

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  2. Lyani disse:

    Ficou simplesmente LINDAAAAAAAAAAAAA essa página!
    Amei… que bem que a noite te faz… alias, que a noite nos faz… afinal, fazendo bem a você, transformando seu dom em palavras, ficamos felizes, que mesmo de dia… no sol, possamos ler tamanha arte!
    Lindo!!!
    bjos

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  3. Ana Paula Ribeiro disse:

    Lunna, estou descobrindo seu blog aos poucos. E adorando. Recebi nos meus feeds uma postagem de hoje que me tocou profundamente. Sempre bom encontrar ótimos e sensíveis textos. Obrigada por compartilhar coisas tão boas da vida. Beijos.

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  4. Sarah disse:

    Nossa, adorei sua página. Muito legal. Muito show. Quando você disse ali em cima “Poderia eu dizer tantas coisas no meio da madrugada, mas ao longo do percurso, descobri que nada disso realmente importa porque aprendi a não mais atrelar meu ego as coisas que eu faço” eu fiquei imaginando quanto tempo se leva para descobrir isso, serio mesmo. Eu ainda digo o que sou, quantos diplomas tenho e nada disso sou eu. Muito legal mesmo. Vou voltar muitas vezes aqui.

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  5. Marcia F disse:

    Muito legal sua página. Gostei muito, muito mesmo, especialmente da sua definição. Meu primo Maurizio te conheceu outro dia. Ele também é de Gênova, assim como você. Soube que ficaram trocando figurinhas sobre o Porto. Ele adorou te conhecer e eu vim aqui pra saber mais e gostei muito do seu blog. Legal.

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  6. Claudinha disse:

    Você e seus escritos, estou cá a ler e ler e ler. E sempre encontro um triunfo novo. Uma virgula a que ficou devendo atenção da minha parte. Sou suspeita, já sei. Mas sou obrigada a dizer-te. Adorei, está bem melhor que a página anterior, está tem a sua cara. Beijinhos. Eu estou com saudades do novo papo na Casa Fernando Pessoa. Quando virás a cá?

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  7. Laudiane disse:

    Bom o que dizer de pessoa tão intensa e doce.
    que vc realize seus desejos e escreva cada dia mais.
    Estou adorando te conhecer mais, desde que a conheci naquele sarau que tenho estado atenta aos seus movimentos.
    Adorei o seu jeitinho, a sua escrita. Tudo tão intenso.
    Seja muito feliz!!!

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  8. Maria Augusta disse:

    Lunna, você tem razão, somos o que somos, não adianta tentar entender ou teorizar a respeito. Quanto a usar 2 línguas diferentes, conheço o problema de algumas palavras que são intradutíveis na nossa mente, embora exista uma teoricamente equivalente na outra língua. Um grande beijo.

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  9. Julia Pallmer disse:

    Tens um nome profético e tu me pareces , uma mulher forte, sábia e sobretudo inteligente. Gosto do teu norte, de tuas implicações e rumos alheios aos teus.

    Gosto um tanto de ler e mai um tanto e escrever. Minhas linhas são meu perfil e tudo que elas mostram sou eu.
    Estranho ou não, parece que te conheço há anos… Vamos a ver se entendo o que isso significa.
    O prazer é muito grande em conhercer-te Lunna. E já que é italiana deixo-te um bacio.

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Seja como o vento, cause tumulto em minhas cortinas e deixe um rastro para que eu possa te alcançar...

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